Prédio gera energia com fotovoltaicos

Filme fino flexível e leve, que se adapta a qualquer estrutura, foi aplicado na fachada

A sede da instituição de ensino Germinare Business, em São Paulo, começou a produzir sua própria energia elétrica. Mas, diferentemente dos projetos que instalam painéis solares no topo do edifício, este aposta na aplicação de filmes finos flexíveis na fachada – uma técnica ainda pouco conhecida.

O projeto, assinado pelo escritório Edo Rocha Arquiteturas, foi premiado pela “Central & South America Properties Awards Architecture”, na categoria “Office Architecture Brazil”.

Com o fino material solar foi possível criar brises fotovoltaicos, desenvolvidos exclusivamente para este prédio pela Garantia Solar BIPV.

O sistema produzirá praticamente toda a energia necessária para o sistema de ar-condicionado. | Foto: Marcelo Berretta Vieira | Divulgação
O sistema produzirá praticamente toda a energia necessária para o sistema de ar-condicionado. | Foto: Marcelo Berretta Vieira | Divulgação

“Para viabilizar o projeto, a solução mais adequada foi a utilização de filmes finos flexíveis da L8, que pesam apenas dois quilos, sendo bem mais leves do que os módulos fotovoltaicos com vidro”, afirma a arquiteta Clarissa Zomer, Diretora de Projetos Arquitetônicos da Garantia Solar BIPV e CEO da Arquitetando Energia Solar. “Desenvolvemos um projeto único e eficiente, respeitando a capacidade de peso da edificação através de uma solução integrada de estrutura metálica e brises, resultando na valorização da arquitetura”, completa.

De acordo com Guilherme Nagamine, diretor da L8 Energy, empresa especializada em distribuição e industrialização de sistemas fotovoltaicos, além de ser mais leve, a tecnologia CIGS utilizada no filme fino flexível, possui outras vantagens em relação aos módulos tradicionais.

“Este material se adapta a qualquer estrutura, respeitando o projeto arquitetônico. E possui uma eficiência energética superior, gerando energia mesmo em dias nublados e sem a necessidade de estarem em um ângulo específico para captar a luz”, destaca.

A tecnologia da L8 Energy já foi aplicada em uma estação de ônibus de Belo Horizonte e em uma passarela em Curitiba.

Fachada solar

No projeto em São Paulo foram utilizados 564 módulos de filme fino flexível de 125 Wp cada. O sistema tem potência instalada de 70,5 kWp e capacidade de geração de 49,6 MWh por ano. Com isso, o sistema produzirá praticamente toda a energia necessária para o sistema de ar-condicionado, reduzindo o tamanho dos equipamentos em 35% comparados a um sistema convencional.

Além da redução na conta de luz e da eficiência energética, a instalação de sistemas solares nas fachadas representa mais conforto térmico e lumínico, permitindo que apenas parte da luminosidade e do calor passem para o interior da edificação. “A busca por uma arquitetura sustentável e a aplicação de soluções inteligentes integradas à construção são uma tendência mundial e o Brasil tem um grande potencial para se destacar nesta área”, destaca Leandro Kuhn, CEO da L8.

Foram usados 564 módulos de filme fino flexível. | Foto: Marcelo Berretta Vieira | Divulgação
Foram usados 564 módulos de filme fino flexível. | Foto: Marcelo Berretta Vieira | Divulgação

O projeto dos brises solares do Germinare Business foi concluído em dezembro do ano passado, após cinco meses de execução, e envolveu uma equipe multidisciplinar formada por engenheiros e arquitetos da Garantia Solar BIPV e Edo Rocha Arquiteturas.

Fonte: ciclovivo.com.br